Nada de Britney Spears, Cristina Aguilera ou Justin. High School
Musical perdeu o reinado entre a galerinha norte-americana. A nova onda
da cultura pop do lado de lá é Hanna Montana. Morena de dia e loira de
noite, Hanna é uma adolescente como outra qualquer de “sitcom
americano”, com um grande diferencial: canta.
Filha de um produtor musical, Miley Cyrus mora com os pais e durante
o dia tem uma vida “normal” de uma série de TV, com fatos bizarros como
escolha de um time de futebol na aula de ginásticas rendendo dois
episódios inteiros ou disfarçar-se de cantor de rock para conhecer o
ídolo na gravadora do pai, o cantor country Robby Stewart(pai de Miley
também na vida real). À noite Miley vira Hanna Montana, uma pop star
musical. Sua melhor amiga é Lilly Truscott (Emily Osment), com quem
divide problemas e enfrenta a maior parte das aventuras. O resto dos
personagens são secundários e apenas ajudam a desenvolver as
“historinhas”.
A fórmula está mais que esgotada. Qualquer semelhança com Friends
(aliás, usa a mesma quantidade de cenários, três), My Wife and Kids
(Eu, a patroa e as crianças no Brasil), That’s So Raven (As visões da
Raven), entre outras não é mera conhecidência. Além da risada
pré-gravada, a série resgata elementos já usados e consolidados em
outras séries: o formato de montagem, cenários, uso de câmeras
(geralmente em plano aberto e close americano) e as piadas clichês. As
semelhanças com That’s So Raven (As visões da Raven) são impossíveis de
não serem notadas para quem viu os dois sitcons, mas com uma grande
explicação: possuem o mesmo criador, Michael Poryes. Para quem pensava no pior quando viu Raven Bexter vestida de homem com barba e tudo, não imaginava ainda a vinda de Hannah!
Sindicação
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